Total de visualizações de página

21 de mai de 2018

DEPUTADOS E SENADORES QUE APOIAM AUMENTO NO USO DE AGROTÓXICOS OU SÓ COMEM ALIMENTOS IMPORTADOS OU SÃO MENTALMENTE OBTUSOS!!!



Nesta quarta-feira passada (15)/junho) deputados se reuniram em Brasília para tentar votar o parecer sobre o Projeto de Lei 6299, conhecido como o PL do Veneno. Enquanto isso, em Porto Alegre, especialistas e autoridades de órgãos de fiscalização ambiental discutiam os impactos dos pesticidas no meio ambiente. Para os participantes, o I Seminário Internacional de Fiscalização Ambiental de Agrotóxicos não poderia acontecer em momento mais oportuno. A pressão de órgãos de pesquisa, de defesa do meio ambiente e da sociedade civil – reforçada por uma manifestação da modelo Gisele Bündchen – se fez sentir no Congresso. Após mais de três horas obstruindo os trabalhos, parlamentares da oposição conseguiram adiar a votação do parecer até o dia 29, quando acontece a próxima reunião da comissão.
O PL 6299 foi protocolado em 2002 pelo então senador e atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT), primo de Eraí Maggi, o maior produtor individual de soja do mundo. O objetivo é substituir a Lei de Agrotóxicos, que desde 1989 serve de base para o registro, controle e fiscalização dos pesticidas no Brasil. O principal argumento da bancada ruralista é de que a atual legislação é defasada e excessivamente burocrática, dificultando o registro de novos produtos junto aos órgãos reguladores.

18 de mai de 2018

AGROTÓXICOS: EXTERMINADORES GENERALIZADOS, NÃO INTERESSA AOS SERES HUMANOS





Abelhas e bicho-da-seda
Um dos problemas do uso de agrotóxicos é o efeito que esses produtos químicos acarretam em outros organismos, além daqueles para os quais foram projetados.
"O crescente uso de agrotóxicos no mundo tem causado problemas ambientais, como a redução da população de organismos não alvo. Devido aos seus efeitos econômicos, a face mais notória desta história é a mortandade mundial de abelhas utilizadas comercialmente para a produção de mel e serviços de polinização," explica o professor Daniel Nicodemo, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Mas as abelhas melíferas não são os únicos insetos economicamente benéficos que sofrem pelo uso intensivo dos agrotóxicos na lavoura. "Outro inseto explorado pelo homem que também teve seu desempenho comprometido possivelmente devido à intoxicação por agrotóxicos é o bicho-da-seda," disse Nicodemo.
Sericicultores brasileiros têm relatado a redução na produção de casulos tecidos pelas lagartas, a matéria-prima para a extração do fio da seda mesmo na ausência dos problemas tradicionalmente monitorados e responsáveis por perdas na criação, como doenças, má nutrição e manejo inapropriado.
Piraclostrobina
A equipe liderada por Nicodemo investigou especificamente o efeito do fungicida piraclostrobina, amplamente utilizado em culturas agrícolas, na bioenergética mitocondrial e na produção de casulos de bicho-da-seda.
A aplicação do fungicida nas amoreiras chega a triplicar a mortalidade das lagartas e reduz sensivelmente o tamanho dos casulos que são tecidos pelas lagartas que sobrevivem, causando quebra na produção de seda.
"Essa é uma das possíveis causas das quebras de safra dos sericicultores", disse Nicodemo. Quando aplicado sobre as monoculturas, o agrotóxico, seja ele um inseticida, herbicida ou fungicida, pode acabar sendo carregado pelo vento na direção das propriedades vizinhas ao campo de cultivo, onde podem existir plantações de amoreira, o único alimento do bicho-da-seda.
"A piraclostrobina é um fungicida utilizado para controlar fungos e ainda retarda a senescência vegetal, conferindo maior resistência ao estresse oxidativo em muitas culturas. Tais efeitos poderiam contribuir para a obtenção de folhas de amoreira de melhor qualidade e, sendo assim, os sericicultores maximizariam a produção qualitativa dessas folhas na hora da poda. O objetivo de nossa pesquisa foi verificar se o tratamento das folhas de amoreira com piraclostrobina contribuiria para melhorar a produção de casulos. Os resultados obtidos foram opostos ao esperado," disse Nicodemo.
Há diversos fungicidas comerciais com piraclostrobina em sua fórmula, em associação ou não com outros agrotóxicos.

17 de mai de 2018

CÁPSULAS DAS (MODERNAS) CAFETEIRAS: AINDA NÃO EXTENSIVAMENTE RECICLADAS







Fala-se muito em “logística reversa”. No caso dessas cápsulas, tal logística começa no sudeste (Rio e São Paulo) e passa longo tempo para chegar por aqui, no nordeste!

Os principais fabricantes de café em cápsula criaram programas ou fecharam parcerias voltadas para a reciclagem nos últimos dois anos. O investimento está  em linha com o consumo crescente do produto. O país consumiu 9.000 toneladas de café em cápsulas em 2016. No ano seguinte, foram 10 mil toneladas e a previsão chegar a 14 mil toneladas em 2021.
Nespresso chegou ao país em 2006, mas começou a reciclagem timidamente em 2011. Com a criação de um centro de reciclagem em 2016, o porcentual de aproveitamento das cápsulas usadas começou a melhorar – saltou de 6% em 2016 para 13% em 2017. Nos quatro primeiros meses deste ano, o total foi de 17,6%.
Um dos desafios da empresa é facilitar o descarte dos produtos usados, já que hoje quem faz o recolhimento é o consumidor, que leva as cápsulas para lojas da Nespresso. O problema é que não existem tantas lojas para fazer esse recolhimento.
Paulo Roberto Leite, presidente do Conselho de Logística Reversa do Brasil, afirma que as empresas são responsáveis por seus produtos. “O que não pode são as empresas jogarem para o consumidor a responsabilidade da reciclagem. As empresas poderiam criar recompensas para motivar”, diz.
“Das pessoas que compram o café no Brasil, 68% têm acesso à reciclagem”, afirma Claudia Leite, gerente de cafés e sustentabilidade da Nespresso. “Mas 32% não têm acesso e vamos ter de encontrar uma solução para eles. Não temos como entrar na casa das pessoas para recolher as cápsulas, então oferecemos opções para que levem até as butiques e outros pontos em São Paulo e no Rio de Janeiro, por enquanto”, diz ela. A Nespresso diz que existem postos de coletas localizados em diversas cidades.

No centro de reciclagem, as cápsulas são separadas, o alumínio é levado para empresas parceiras (que depois será vendido novamente e transformado em algum outro objeto) e o pó de café é convertido em adubo. As cooperativas também estão sendo contatadas para que elas próprias comecem a separar as cápsulas de outros materiais recicláveis. “Tínhamos cinco parceiros no início, hoje são dez, mas vamos subir para 20 até o fim de 2018”, afirma Claudia. No Brasil, estão previstas 60 até 2020, ano que em eles precisam atingir a meta de reciclar 100% do material consumido.